Madrugada 30/12/16

Eu não aguento mais!

Eu acabei de ter uma crise e eu não aguento mais!

Crise existencial é uma coisa que me encontrou e gostou de mim, não quer me largar. Eu não posso nem contar quantas já tive e nem lembro como ela se instalou aqui. Não lembro nem se eu permiti. Fato é que eu não aguento mais!

Às vezes elas duram minutos. Às vezes horas e na pior das hipóteses dias e semanas.

Quantas vezes eu não desejei estar doente pra ver se assim eu teria uma desculpa plausível para não encontrar meus (poucos) amigos ? Quantas vezes eu não desejei que Deus me levasse pra perto dele para eu sentir a leveza de “viver” plenamente e sem culpa? Quantas vezes eu não quis que essas crises evaporarassem como fumaça e a antiga eu tivesse forças para reviver ?

Eu sinto que não posso falar com ninguém.  Eu sinto que não há nenhum ser vivo sequer nessa vida que possa me entender. Eu tenho medo de incomodar, eu tenho medo de chorar, eu tenho medo de parecer fraca… Eu tenho medo de viver.

É sufocante.

Primeiro vem o questionamento. Depois a falta de ar e a sensação de sufocamento. Por fim o choro. E é no choro que eu quero respirar e repetir pra mim mesma que tudo vai ficar bem, mas eu não consigo; porque sei que não vai.

Quando eu menos esperar essa crise vai passar. Eu sei que vai. Ela vai passar mas ela vai voltar. E antes que isso aconteça eu já sei como vou me sentir, e… Oh! Deus, eu só não queria existir.

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1 ano de V. A!

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Hoje meu blog faz 1 ano. É pouca coisa, eu sei. Ou talvez não. Vocês já pararam pra pensar quanta coisa muda e acontece em 1 ano ?
Quando eu criei esse espaço pensei que passaria horas de todos os meus dias focada nisso aqui. Que escreveria até minhas mãos dizerem ‘chega’ e que no final eu seria uma inspiração para muita gente.

 
O ano novo começou e, sim, eu conseguia postar com uma certa frequência.  Só que aí vieram as aulas, e com elas todos os meus problemas.
Não sei se já falei aqui, mas desde o meio de 2015 não me identifico mais com o curso de Química, porém como sou teimosa resolvi martelar nessa ideia e não sair do curso. Comecei a sofrer a pressão de estar estudando uma coisa q não me agradava mais e minha única saída foram as festas semanais e às vezes quase que diárias. Acho que foi aí que meu ano começou a desandar.
Eu vivia 60% para a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e 40% para as minhas aulas de canto (que aliás,  até hoje é a única parte boa do meu dia), e daí fui me afastando muito daqui.
Muita coisa aconteceu. Eu tentei perder minha virgindade com um menino do meu curso. DUAS vezes. Em diferentes meses, diferentes momentos, mas não deu. Infelizmente e por alguma razão não foi com ele (eu queria muito, mas a gente não pode passar por cima das decisões do nosso corpo né?!). Enfim, no final do período 2016.1 eu acabei perdendo a virgindade com um outro menino que eu já conhecia também (na verdade eu descobri, meses depois, que eu não conhecia não.  Ele era bem ridículo e eu nem sabia).
Nesse meio tempo eu tinha ‘crush’ numa menina (que na época eu achava bem lindinha) e finalmente ficamos na semana anterior às Olimpíadas. Eu queria repetir. Foi aí que trocamos número de telefone e as conversas começaram a fluir. Quando me dei conta eu estava apaixonada. Eu só falava dela, eu só conseguia ficar com ela, mais ninguém… Minha vida era resumida a essa menina e foi aí que eu descobri minha bissexualidade. Foi um momento bem complicado pra mim porque, além d’eu estar me descobrindo, meus amigos e minha irmã (que era a pessoa quem mais me aconselhava amorosamente) não acreditavam em mim. Não acreditavam nos meus sentimentos. Isso doeu por dias. Isso me confundiu por semanas. Foi aí que começaram as crises existenciais.

 
Eu comecei a colocar a tal menina em primeiro plano na minha vida. Era Deus no céu e ela na terra. A dita cuja me deu abertura, me deu carinho, me deu condições pra eu me iludir… Eu,  como boa taurina que se liga muito nesses lances de signo, tomava todos os cuidados para não parecer grudenta, chata e melosa. Eu retribuía os carinhos à medida que ela me dava.
Houve uma má comunicação entre a gente um certo dia e eu me senti mal. Me senti mal porque achei que tinha estragado tudo. Ela viajou (depois eu descobri que ela tinha pegado todo mundo nessa viagem enquanto eu chorava desesperadamente e assistia meu transtorno alimentar se intensificar) e na volta da viagem veio conversar. Veio me dizer que queria sempre o meu bem estar e que gostava muito de mim e do que a gente tinha… Enfim, eu já estava disposta a tentar ser mais pé no chão quando ela veio conversar comigo e foi aí que combinamos o seguinte: continuaríamos ficando com outras pessoas. O PROBLEMA É QUE EU ESTAVA APAIXONADA E NÃO CONSEGUIA FICAR COM NINGUÉM ALÉM DELA (e eu disse isso à ela com todas as letras). Beleza, ela me disse que não ficaria com ninguém na minha frente.
Depois dessa eu refleti e eu conversei com umas amigas e juntas não conseguimos entender qual era a dela. Tive medo, tive inseguranças, e tive a tão famosa crise existencial de novo.
E a partir daí essas crises não me deixaram mais em paz. Eu convivia com elas diariamente. Eu achei que fosse entrar em depressão.  Passei 1 semana fugindo das aulas, eu não queria que as pessoas me vissem porque eu não me achava bonita nem boa o suficiente para estar perto delas. Eu passei 1 dia inteiro dormindo e chorando no quarto. Naquele dia eu só levantei da cama para ir ao banheiro.
Enfim, o tempo foi passando e com isso eu fui tendo que suportar ela dando em cima de meninas heterossexuais na minha frente. Era doloroso. Era MUITO doloroso. Só que com aquela história de coloca-la como prioridade na minha vida eu simplesmente repetia pra mim mesma “você aceitou isso, lide com isso” e aí eu comecei a fingir que não me importava.
Foi difícil,  eu chorava muito, eu tive crises de ansiedade (coisa que eu achei que nunca teria) e minha ótima relação com meus pais quase foi pro espaço (eu chegava em casa nos fins de semana e dormia quase o dia todo, comia pouco e não conversava com ninguém. Minha mãe surtou. Ela gritava comigo, meu pai tava cada vez mais distante e minha irmã só falava que eu precisava esquecer essa garota porque ela me fazia muito mal).
Eu comecei a tomar remédio pra dormir. Eu tomava 2 comprimidos de dramin pra fugir da minha realidade caótica e quando começou a ocupação da minha universidade eu comecei a fumar pra abaixar a minha pressão e dormir ou só relaxar mesmo.
Isso foi em meados de outubro e nessa época eu tinha decidido que ia esquecer essa história toda, mas era muito difícil dar de cara com ela todo dia. Foi mais difícil ainda quando eu percebi que ela tinha começado a pegar outra garota. Eu me senti trocada SIM porque nunca mais houve uma conversa entre nós e ela visivelmente tratava a garota da mesma maneira que me tratava no início de tudo. Fora que ela nem me procurava mais. Chegamos em um nível qu, do meu ponto de vista, eu só servia para quando ela tava carente ou não tinha outra opção, e nesse momento nem pra isso eu servia mais.

 
Eu chorei lá na faculdade mesmo. Eu chorei e uma amiga minha me abraçou,  me aconselhou. Eu dormi e no dia seguinte acordei chorando e determinada a jogar todo o meu sofrimento na cara dela.
Aquele dia me doeu tanto. Todo mundo percebeu que eu estava mal, menos ela (ou percebeu sim e preferiu ignorar – o que eu acho mais provável, mesmo). E então depois do almoço eu iria dar um basta naquilo tudo.

 

Foi então que ela me deu carinho. E eu não consegui fazer nada!
Naquele dia, de noite, eu tive uma crise horrível.  Eu chorei como nunca tinha chorado por alguém.  Eu parecia uma criança desolada e nem conseguia enxergar as coisas direito na rua. Eu estava desesperada e mandei áudio para 3 amigas diferentes dizendo o quão mal eu me sentia por ser tão fraca de não conseguir acabar com esse sofrimento todo.
Com o passar dos dias eu vi que ela não tava nem aí pra mim. Não sei como, mas eu juntei forças para estar nem aí pra ela também. Fiz amizades novas e comecei a me sentir um pouco melhor (ou pelo menos fingir pra mim mesma).
Comecei a fumar maconha para escapar da realidade mais uma vez (nisso eu já tinha largado o cigarro e o dramin) e a tentar ficar com todo mundo que aparecia (pra tentar afirmar alguma coisa pra mim mesma).
Isso já era novembro e eu ainda sofria. Eu ainda chorava, mas com o tempo isso foi diminuindo.
Quando duas amigas minhas (que também passaram pela solidão da mulher negra) revelaram que estavam namorando eu fiquei extremamente feliz, muito mesmo, mas me senti mais sozinha que nunca. Foi aí que chorei duas madrugadas seguidas pela menina que acabou com meu 2016.

 

Agora é a parte que eu tento baixar a guarda: ela não foi 100% ridícula comigo, preciso admitir. Mal ou bem ela me fez sorrir, ela me fez arfar, ela me fez suspirar e ela me fez sentir desejada. Quando eu passei mal de tanto beber, ela foi uma das que mais cuidaram de mim. Talvez essa menina não seja totalmente o demônio,  talvez a gente só tenha se esbarrado em um momento errado e não compatível. E eu não queria ser a rancorosa que só deseja coisas ruins e tal, mas tem sido MUITO DIFÍCIL e eu cansei de achar que a cupa de tudo é minha.
Eu tive que tira-la das minhas redes sociais, eu fujo de conversas e ambientes que ela esteja presente (o que é difícil porque temos muitos amigos em comum) e enfim, acho que não a odeio não.  Talvez eu seja até minimamente grata pela experiência.  Eu aprendi que eu mesma valho mais que tudo em uma relação e que meu bem estar deve vir sempre em um primeiro lugar. Preciso afirmar,  porém, que ela me deixou traumas horríveis. Ela me deixou cicatrizes que não se fecharam até agora e que nem sei como serão fechadas. Ela me deu crises de ansiedade, ela contribuiu com uma crise existencial que me persegue até hoje, ela me deu baixa auto estima e ela me fez desacreditar no amor (de novo).

Desculpem a enxurrada de mágoas mas eu comecei a escrever o texto com o intuito de mostrar como as coisas podem mudar durante um ano e quando vi já estava contando o pior capítulo da minha vida pra vocês.

Além desse tapa na cara eu ainda perdi alguns amigos que se afastaram de mim dizendo que eu estava perdida na vida depois que me mudei pro alojamento da faculdade e entrei pra militância negra e estudantil.

Acho que vocês perceberam como foi difícil chegar até aqui né ?!
Espero que 2017 Seja bom pra todo mundo e espero, também, que quando eu fizer 2 anos de blog as coisas estejam bem mais prósperas para mim e para nós.

Com sincero amor,
Stéphanie.

Playlist da semana: Então é Natal

E aí, galera do cowboy ?

Trouxe aqui pra vocês umas musiquinhas pra alegrar a noite de natal de vocês. Não sou muito de ficar ouvindo esses CDs de natal que as divas lançam e etc, mas ontem (23/12) eu me peguei assistindo ao especial de Natal da Mariah Carey no Netflix e eu amei. Entrei num universo mágico e me senti muito bem – tanto qu resolvi indcar algumas músicas praa vocês.

#1 I SAW MOMMY KISSING SANTA CLAUS – AMY WINEHOUSE

Quem me conhece sabe que eu sou loucassa pela Amy. Essa mulher me representa, me entenderia e me inspira. Hoje, no facebook, a página Amy Winehouse Brasil compartilhou um vídeo dessa música na voz da nossa eterna diva. Se vocês procurarem verão que vários artistas já gravaram, mas essa versão da Amy é simplesmente um sonho. To apaixonada.

 

#2 SANTA BABY – EARTHA KITT

Então, eu já tinha ouvido essa música na voz da Ariana Grande, mas somente hoje tive o prazer de conhecer a versão original na voz dessa diva maravilhosa que foi Eartha Kitt.

 

#3 SANTA TELL ME – ARIANA GRANDE

Essa música da Ariana é a coisa mais gracinha do Natal. Sério sou apaixonada. Acho que foi essa música que me ensinou a gostar de músicas de natal hahahahha. Ela é bem dançante, não aco nada clichê e talvez tenha sido por isso que eu me apaixonei.

 

#4 HARK! THE HRALD ANGELS SING / GLORIA (IN EXCELSIS DEO) – MARIAH CAREY

A quarta música é da Rainha do Natal a diva master Mariah. Ontem, vendo o especial dela no netflix, assisti essa versão e fiquei extremamente apaixonada.

 

#5 ALL I WANT FOR CHRISTMAS IS YOU – MARIAH CAREY

FINALMENTE O MAIOR HINO ATEMPORAL DO NATAL !

Não preciso nem dizer o quanto essa canção marca essa época né ? Eu amo Mariah Carey como artista e essa música é sensacional. Não é nada clichê, é bem animadinha e gruda que nem chiclete.

 

Eu desejo um feliz Natal pra vocês. Que essa noite d=seja repleta de bênção e que vocês aproveitem muuuuito (seja como for). Se chegamos até aqui (visto que 2016 foi uma bosta), chegaremos mais onge e que venha o ano novo hahah !

Então é Natal e o que você fez ?

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Faltando apenas 5 dias para o natal (visto que escrevo esse texto dia 19/12/2016), me peguei pensando: O que eu fiz desde o início do ano até agora ?

Seria legal listar minhas atividades pra vocês em forma de tópicos, mas me encontttro no período bem sensível da vida. Tudo é muito sentimental e eu preciso de um tempo refletindo sobre a vida e tudo o que acontece comigo.

Dois mil e dezesseis foi um dos piores (se não o pior) anos da  minha vida.

A princípio eu desisti da ideia de mudar de curso na faculdade e continuei sofrendo na Química. Eu conheci pessoas muito legais (os calouros de 2016) e tive minha primeira crise existencial. No ano de 2015 eu resolvi sair da vida “pega geral” e focar na minha existencia, na minha necessidade de ter alguém que cuidasse de mim e fosse meu melor amigo. Eu queria um namorado.

Não tive reciprocidade, fiquei meses sem beijar e comecei a me frustrar. Foi aí que 2016 começou e eu voltei pra toda aquela piranhagem. Eu fiquei com um menino da minha turma que eu nunca pensei que ficaria. E ele foi o primeiro menino a tirar minha virgindade Ele foi o primeiro menino com que eu transei mas infelizmente a penetração não rolava nunca com ele (não sei porque, até hoje).

Fui perder minha virgindade com um carinha gente boa, religioso mas que meses depois eu vi como era preconceituoso. Mais tarde descobri minha bissexualidade. Me apaixonei por uma garota e ficamos por uns dois meses. Ela foi péssima, me fez muito mal e foi aí que começou a minha enxurrada de crises existenciais que, sinceramente eu acho que em algum momento se transformou em depressão.

É Natal e, infelizmente eu não fiz muita coisa.

Praticamente abandonei meu curso; visitei a piscina da faculdade de educação física do meu campus diversas madrugadas (inclusive ralei meu braço tentando descer do muro kkkk); sofri por quem não merecia; participei da ocupação da minha universidade contra a PEC 241/55 e, graças a Deus fiz amigos incríveis.

 

E você, o que você fez até agora ?

DESCOLORI E PINTEI O CABELO

Calma gente kkkkk, não foi o cabelo todo (AINDA).

O lance é: to muito viciada em rosa. Pintei os pelos da axila de rosa e coloquei na cabela que queria meu black power todo rosa também (assim como o da @palomabarbiezinha, procurem no insta). Não tive muita coragem porque nunca tinha pintado o cabelo, e como ele é muito escuro precisei descolorir. Eu tava com medo de acabar com os fios e etc, então só fiz a parte de baixo/trás (perto da nuca) do cabelo. Ficou lindo, nada ressecado e eu to toda me tremendo querendo pintar ele todo.

Vem ver o resultado e, por favor, me deem dicas e opiniões pra eu amadurecer (ou não) a ideia hahahaha.

Eu cantei: Táxi Lunar – Geraldo Azevedo

Oi gente.

Então, como vocês sabem ou não, eu sou aprendiz de cantora e moro no Rio de Janeiro.

Sou da Zona Oeste e faço aula em uma escola de música aqui no meu bairro. Semana passada minha professora me convidou para colaborar em uma música no recital da oficina que ela colabora e, enfim… o resultado foi esse aí do vídeo.

O recital aconteceu no domingo dia 11/12 e foi sucesso total hehe.

 

P.s.: Se inscrevam no meu canal de covers e divulguem para os coleguinhas (:

Madrugada 11/12/16

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Essa madrugada eu chorei. Chorei e senti tanto que quase me faltou o ar.                               Há quase dois meses venho lutando contra essa depressão  (que eu não quero assumir mas sei que está instalada aqui desde setembro) e não sei como me peguei chorando por inúmeras razões.

Dois mil e dezesseis tem sido um ano pesado, principalmente o segundo semestre. Marcado por crises existenciais e desesperos que se assimilaram a crises de ansiedade, eu quebrei minha cara e meu coração.  Na verdade a cara eu quebrei sozinha, o coração foi uma menina (a primeira pela qual eu me apaixonei e me fez descobrir a minha bissexualidade) que fez o péssimo favor de quebrar.
Minha auto estima desapareceu.  Desceu pelo ralo, e todas as vezes que eu tentava recupera-la, ela descia junto com a água do chuveiro na hora do banho.
Entrei em um buraco e embora minha irmã me ajudasse, alguns amigos ajudassem, demorou para eu sair de lá. Quando finalmente voltei a sorrir, me peguei chorando, e ao som de músicas tristes, a refletir.
Além dessa bad toda, eu lembrei de uma amiga que eu tive no ensino fundamental. Lembrei de como, junto a outra amiga, éramos unidas e verdadeiras uma com a outra. Lembrei também que costumávamos achar que aquela irmandade duraria para sempre, até que chegou o ensino médio e nós não fomos pra frente.
Chorei porque senti falta disso. Chorei porque não estive presente quando uma delas mais precisou. Chorei porque me acho uma péssima pessoa e venho achando isso desde agosto.
Parece que nao me encaixo nada e não sou boa o suficiente para as minhas amizades, relacionamentos amorosos ou planos profissionais. Parece que não sou interessante e que só sirvo pra dar close nos roles. Parece que, por ser mulher preta eu nasci pré destinada a sofrer e nada além disso.
Eu preciso de ajuda. Eu sei que preciso. Mas eu fui forte o suficiente pra chegar até aqui, e se eu consegui isso quase que sozinha, talvez eu consiga me reerguer por mim mesma.
Mas só talvez.

Playlist da semana: as 7 músicas que eu mais ouvi na última semana

Olá queridinheeeeees !!

Então, tá tendo umas correnes bem doidas aíno facebook e uma delas me chamou a atenção. O desafio era “as 15 músicas que eu mais ouvi nos últimos dia” e aí você listava as 15 músicas com o nome do cantor em uma postagem pública.

To doida pra ostar esse desafio no facebook, mas enquanto não posto resolvi fazer uma versão reduzida aqui no blog pra poder resgatar essa tag de playlist e animar um pouquinho o fim de semana de vocês. Espero que gostem (:

 

#1: STARBOY – THE WEEKND FT. DAFT PUNK

Essa música é maravilhosa e intitula o novo e incrível álbum do cantor The Weeknd. Ela é muito viciante, não tem como não amar.

 

#2: ST. JUDE – FLORENCE + THE MACHINE

Essa música é linda, e pesada de tão caótica (pelo menos na minha visão). Florence tem um poder incrível de fzer o melancólico se tornar algo – embora pesado – suave e agradável. Eu me identifico muito, principalmente neste momento da minha vida e, por isso, tenho ouvido bastante.

 

#3: LUV – TORY LANEZ

Essa música é maravilhosa [aaaaaaaaaaa]. Eu amo hip hop e R&B, e Tory Lanez é um grande artista. Depois que conheci Say It (há um ano atrás) fui procurar mais músicas e baixei o álbum I Told You. Conheci esta canção quando ela foi lançada como single e a amo deste então.

 

#4: SUPERLOVE – TINASHE

Tinashe é um arraso né ? E essa nova música dela ? Eu to apaixonada. O clipe é super divertido, cheio de dança e etc. Nossa, eu amo muito essa música.

 

#5: TAXI LUNAR – ELBA RAMALHO, GERALDO AZEVEDO E ZÉ RAMALHO

Então, eu quase não ouço música nacional, porém me convidaram para cantar em uma apresentação na qual faltava um vocalista para essa música. Aceitei porque praticamente cresci ouvindo essa canção e oportunidade de se apresentar cantando eu nunca recuso né ?!

 

As músicas #6 #7 também são do The Weeknd. ão do novo álbum (Starboy) e se chamam True Colors Party Monster. Elas são muito boas, muito mesmo. A primeira tem uma pegada bem suave e apaixonante, já a segunda conta com uma batida mais pesada. Procurem no spotify pois como são novas, não estão disponíveis no youtube.

 

Espero que tenham gostado do post e das dicas. Divirtam-se ouvindo essa playlist (:

 

Loção hidratante tonalizante chocolate ganache – the beauty box

Primeiramente: LIBERDADE PARA RAFAEL BRAGA!

Segundamente: FORA TEMER!

Terceiramente: SE VOCÊ ODEIA PROBLEMATIZAÇÃO E NÃO LIGA PARA AS PAUTAS NEGRAS, SAI DESSE POST!

Semana passada me mandaram a foto desse produto aqui

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Pois bem. Visto que o grupo para onde mandaram a foto  é de mulheres negras, problematizamos logo de cara.

No vídeo que deixarei no final do post eu falo um pouco sobre o prquê deste produto ser tão problemático. Sei que existem diversas macas que fazem esse tipo de loção e que não e de hoje a comercialização delas, porém como militante negra, preciso usar dos meus artifícios para tentar abrir os olhos de, pelo menos, parte dos consumidores.

O capitalismo e a hipocrisia têm ganhado cada vez mais força. Em uma sociedade onde se visa apenas o lucro e o “bonito” (entre aspas porque a cor negra – ou bronzeada como diz no produto – nunca foi vista como bonita), vale apostar em toda e qualquer forma de produto.

Sei que existem mulheres negras que podem usar este tipo de loção para esconder/disfarçar manchas na pele, mas também sei que este tipo de produto não foi criado para isso.

Dei de cara com um anuncio desse hidratante no instagram e com um monte de mina branca endeusando o produto e marcando as amigas. Não aguentei. Não aguentei mesmo e falei tudo o que pensava. Foi aí que uma mina (branca e loira por sinal) resolveu me atacar com argumentos extremamente insignificantes, mas que valem à pena a exposição.

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Espero que vocês assistam o vídeo e sejam capaz de refletir sobre o quão pesado esse rolê de tonalizante é para o povo negro.

P.s.: A página da the beauty box apagou todos os meus comentários e os dessa menina racista. Ela falou muita besteira ainda, mas eu só printei essa. Acho que é o suficiente pra notar sua total ignorância. Paz.