Vou te abraçar como se eu dissesse adeus

Ela nunca fora de demonstrar sentimentos, de se apegar ou gostar muito de alguém.
Sozinha na cidade grande há 12 meses e tentando uma carreira de modelo, Annabeth havia aprendido muito sobre viver literalmente sozinha. Havia aprendido tudo o que não a ensinaram no campo: Ser fria, calculista e egoísta. O ‘eu sempre vem primeiro, e na correria por entre os enormes prédios do centro, não há tempo a perder.

‘Você tem muito potencial.’ Era o que ela escutava tanto no interior quanto na cidade grande, quando finalmente conseguiu dinheiro para montar seu book de trabalho. Muito potencial, porém, não era sinônimo de conseguir um emprego fixo. Não era sinônimo de começar uma carreira de modelo.

Toda essa frustração durou três meses, quando ela finalmente pisou em uma agência abençoada e encontrou seu fashion stylish dos sonhos… Tornara-se, então, melhores amigos e saíram para inúmeros lugares. Ele a ensinou sobre moda, cultura, música… e ela o ensinou sobre comida caseira e animais domésticos.

Seu novo e único amigo na cidade grande era bissexual, e ela, ingênua que só no auge dos seus 20 anos, só havia beijado um único rapaz (no seu baile de formatura aos 18 anos e idade). Em uma noite, quando todos os empregados da agência resolveram se juntar em uma social para comemorar a exclusividade assinada com um cliente, os amigos resolveram se juntar no apartamento de Brandon (o stylish) para uma maratona de filmes. Houve vinho, pipoca, riso, choro, susto, medo… e houve sexo.

A primeira vez de Annabeth foi totalmente inesperada, mas ela gostou por ter sido com a única pessoa em quem ela confiava naquele momento. Depois disso, para o alívio dos dois, o grau de amizade permaneceu o mesmo e eles se tornaram cada vez mais cúmplices. Até que Brandon recebeu uma proposta de emprego. Internacional.

‘Eu tenho que ir.’ Ele sussurrou em seu último encontro e sua voz estava carregada de tristeza. Annabeth lutou para não chorar. Naquele momento seu ‘eu do interior’ falou mais alto e ela não podia ser a pessoa egoísta que ela vinha aprendendo a ser. Sabia o quão importante isso era para a carreira do seu único e melhor amigos.

Ele prometeu que dali  seis meses iria voltar para buscá-la e entrar fazê-la alcançar sucesso internacional, mas já haviam se passado nove meses e nenhum sinal de Brandon… Ele havia parado de se comunicar havia exatamente três meses, então Annabeth chorou e deixou seu ‘eu’ frio e calculista falar mais alto. A partir daquele momento ela só pensava em elevar seu nível profissional e ajudar a família no interior do estado.

Naquele dia ela acordou mais cansada do que o normal, mas não sentiu fome. Comprou um café no meio do caminho e caminhou rápido até o ponto de ônibus mais próximo. Em 40 minutos chegou na agência. Estava adiantada, então aproveitou para folhear algumas revistas novas de moda, que estavam presentes na sala de espera.
Foi então que ela viu dois pés masculinos, por dentro de um par de sapatos luxuosos e de couro, parar a sua frente. A calça jeans dobrada revelava uma canela fina e com bastante presença de pelos. Anna respirou e subiu, vagarosamente, seu olhar. Paro na camiseta vinho, semi aberta na altura do peito e teve plena certeza de quem se tratava. Por fim se atreveu a encarar aquele rosto jovial que, agora, apresentava uma barba e deixava os olhos se esconderem atrás dos óculos escuros.

Anna pulou da cadeira e o abraçou tão forte que ela mesma se assustou. Ele sorriu e retribui o gesto apaixonante.

‘Anna, você está me abraçando como se dissesse adeus, como se fosse me perder ou sei lá.’ Ele sabia que lhe devia grandes desculpas, mas ficou surpreso com sua reação.

‘Eu já te perdi uma vez. Não suportaria perder de novo !’ A menina sussurrou com o rosto enterrado em seu pescoço. ‘Eu te amo.’

‘Oh” Eu também te amo’ De repente, Brandon se sentiu mais pleno que nunca. ‘Me perdoe por tudo.’

E sem se importar com a quantidade de pessoas que chegava para trabalhar, eles permaneceram juntos por intermináveis minutos.

 

Você

 

Eu estou ouvindo I Wish I Could Break Your Heart da Cassadee Pope porque, sei lá, me deu vontade. Mas ao contrário do que diz a música, eu não queria partir seu coração e muito menos fazer você chorar.
Eu sei que não conseguiria eu não so capaz o suficiente. Sei também que você, mais que eu, nunca faria. O seu medo sempre foi me machucar.
Mas amigo, acredite, você nunca me machucaria. Mesmo que acontecesse eu não permitiria.
Neste fim de tarde, a única coisa que eu queria era sentir os seus lábios, mas não como eu já senti antes. Queria senti-los como se não houvesse hora para parar, como se não precisássemos nos preocupar com quem vai chegar.
Bem aqui, na minha cama, ouvindo a chuva e os trovões lá fora. quando nos faltasse ar eu ficaria, de novo, recostada em seu peito, tentando recuperar os sentidos e sentindo as costas de sua mão passeando pela minha pele.
Respirações pesadas; suas mãos me acariciando de maneira íntima; sua língua me fazendo soltar gemidos que eu jamais imaginei soltar com você…
Acontecendo ou não entre a gente, você continuará sendo você: Meu melhor amigo !

Resenha: O Duque e Eu

Olá, amadys. To aqui fazendo essa resenha  (ou tentativa de resenha) ao som de How Will I Know versão Sam Smith. Prometi que ia fazer, não prometi ?!
Então, essa é a primeira vez que escrevo resenha de livro, por isso não sei se estou fazendo  isso corretamente. Também não fui pesquisar como fazer porque queria deixar mais a minha cara e tal…  Espero que vocês gostem 😀

DSCN3823_edited

O duque e eu é o primeiro livro da série Os Bridgertons, escrito por Julia Quinn e lançado, no Brasil, em 2013 (se não me engano) pela editora Arqueiro.
O livro trata, basicamente, da relação entre Simon Basset (o duque) e Daphne Bridgerton. É uma história de época (não lembro se o ano é definido ou não), então nos deparamos com uma Daphne louca para casar e ter filhos (esse é seu objetivo de vida). Rejeitada por todos os rapazes, Daphne dá de cara com Simon (amigo de seu irmão mais velho Anthony) e um belo dia eles resolvem – para fugir da pressão da sociedade – fingir que o duque a iria cortejar. Daí eles passam por altos e baixos pelo fato de Daphne querer muito casar e Simon não poder dar a ela o que ela tanto quer.

DSCN3827_edited

Sinopse no verso do livro:

“Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas.

Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível.

É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga.

A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.

Mas à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonaram por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

Primeiro dos oito livros da série Os Bridgertons, O duque e eu é uma bela história sobre o poder do amor, contada com o senso de humor afiado e a sensibilidade que são marcas registradas de Julia Quinn, autora com 8 milhões de exemplares vendidos.”

 DSCN3834_edited

O que eu achei do livro:

É um livro bom, de verdade. Pra quem gosta de romance, ele é muito bom, principalmente pra quem tá cansado daqueles romances cheios de tragédia e com muito drama (neste caso eu achei o livro muito bom, vale ressaltar).

No início da história eu fiquei com um pouco de preguiça porque a autora detalha muito a história do Simon, mas assim que isso acaba e a história começa a andar tudo fica M-A-R-A.
Anthony, o irmão mais velho, me irritou durante a história toda. Um saco ! Simon me irritou um pouquinho também, e assim que eu cheguei no capítulo 19 ou 20 (não lembro muito bem, mas foi mais pro final) eu queria matar a Daphne por causa de uma parada lá. Ridícula ! Mas eu torcia bastante pelos dois e acho que meu personagem preferido mesmo é o Simon… Ah, e a Violet também, a mãe dos Bridgertons (ela me lembra a Salomé da novela das 18:00 hora ‘Além do tempo’ só que na primeira versão há 150 anos atrás kkkkkkkkkk).

Não sei se vou comprar o próximo livro tão cedo porque quero ler vários outros livros antes de entrar de cabeça numa série/saga; mas é isso e eu espero que vocês se animem pra ler e venham me contar tudo aqui nos comentários.

Domingo de sono + partitura + leitura + indicação de música

Hoje eu dormi à beça. Acho que nunca dormi tanto em um domingo.
Acordei quase meio dia e fiquei enrolando na cama até uma  meia, mais ou menos… Isso tudo porque fiquei até uma e pouca da manhã rindo com esse vídeo da Inês Brasil + Mc Formiga + Rafinha Bastos (https://www.youtube.com/watch?v=4K8oOlQT_Z8).

Depois do almoço eu voltei pro meu quarto afim de escrever aqui para o blog, mas adivinhem ?! Meu notebook descarregou! Eu comecei a ficar irritada, até porque estava calor, então resolvi estudar partitura (um dia falo sobre meu curso de canto aqui pra vocês) e até que eu tive facilidade com o dever em questão…
DSCN3818_edited

Ok. Tava cansada de fazer a mesma cosa repetidas vezes (é, meu professor passa um milhão de exercícios iguais) então resolvi deitar e ler. Faltavam 2 capítulos para eu terminar O Duque e Eu da Julia Quinn, e finalmente eu consegui terminar !!
Sério gente, eu to lendo esse livro desde o final de julho, início de agosto (quando terminou minhas férias). Eu até li bastante capítulos, mas a correria da faculdade me fez parar totalmente a leitura, e eu só consegui retomá-la agora. O livro é muito bom. É romance, então tem uma certa melação sim, mas é bem legal. To preparando uma resenha com carinho pra vocês (mentira, eu só venho pensando nela faz 2 semanas, mas assim que der vou escrever sobre o livro) e aí eu posto com muito amor (;

DSCN3821_edited

Para o post não ficar muito sem assunto, resolvi indicar um som pra vocês.
Depois que eu terminei minha leitura, caí no sono de novo (umas três, quatro da tarde) e só acordei sete e pouca da noite (mas sei que choveu hoje /todascomemora). Já levantei pensando em fazer post sobre o meu dia (que não foi muito construtivo), mas senti que faltava alguma coisa, então quando fui tomar banho, lembrei do post que eu to fazendo para vocês onde eu listo minhas músicas mais ouvidas no final do ano e descobri que ESQUECI DE COLOCAR TINASHE. /meprendam
Tinashe é uma cantora estadunidense que lançou seu primeiro álbum ‘Aquarius’ em 2014. O primeiro single foi 2 On (música maravilhosa corram para escrutar/dançar), mas a primeira música que eu ouvi foi All Hands On Deck (outra maravilhosa. Tenho nem palavras). Lançou há pouco tempo, sua colaboração com Chris Brown, Player (muito boa também, o clipe então… nem se fala); mas creio que o single mais recente é Party Favors com Young Thug.

Assista ‘All Hands On Deck”