24/05/2017

caos

 

Hoje foi dia de revolução. O tempo até abriu. Fez sol e as ruas amanheceram esperando todos os seus manifestantes.

Eu passei o dia tentando ignorar as notícias, mas elas vinham até mim de uma forma que ninguém podia controlar. E como se não bastassem mortos e feridos em um atentado na Inglaterra recentemente, Brasília literalmente pegou fogo deixando no ar todo um caminhão de ansiedade e preocupação.

O número exato eu não sei, mas haviam muitos estudantes lá. Muita gente que, de alguma forma e diferente de mim, não perdeu as esperanças e resolveu se mexer por um governo mais justo. E então, por um momento eu sorri. Sorri porque fiquei feliz em ver que ainda existe gente com força de vontade o suficiente para lutar. E no momento seguinte eu achei que pudesse voltar a ter esperança e força de vontade também (equivocada estava eu).

O dia passou e finalmente eu consegui ignorar as notícias, mas aí veio a noite e a agilidade da rede social em me contar quase tudo que havia acontecido nas últimas horas.

Uma mulher – estudante – negra foi presa.

Por que ?

Estou me perguntando isso há alguns minutos e, embora eu não queira afirmar porque de fato me dói muito, essa estudante foi presa porque era negra. Apenas por isso.

No Brasil – e no mundo inteiro – nós, negros não precisamos fazer muita coisa para sermos detidos, repreendidos e agredidos. A cor da nossa pele fala por si só, e sempre falou. A sociedade ainda não nos aceita, não dá espaço para nossa voz e, pior que isso: a polícia não nos protege. A polícia é opressora, covarde, fria, corrupta e injusta. Eu sei que é. Eu vivi o pânico de correr da polícia militar uma vez para nunca mais!

A corda vai sempre arrebentar para o lado mais fraco e o lado mais fraco é o lado do negro. Da mulher negra! É mais fácil a sociedade deixar que isso aconteça com a gente mesmo, alguém precisa pagar, alguém precisa ser injustiçado para que eles gritem sobre como a polícia é racista. Porque quando eles gritam vale, mas por outro lado quando nós gritamos…

Eu queria que todos os meus irmãos se resguardassem, assim como eu optei por me resguardar – fortemente – também. Nossas vidas importam. Elas valem ouro. Se uma tragédia acontecer, Estado nenhum vai se importar com a dor causada e as oportunidades tiradas.

Lutem, gritem e ergam seus punhos, mas por favor se resguardem.

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Inês Brasil e o Make Love

“…se for pra fazer guerra não me chama que eu não vou/ make make make love é muito melhor demorou.”

MakeLoveanuncio

Se você não sabe quem é essa diva do momento, a.k.a Inês Brasil, clica no link (https://www.youtube.com/watch?v=3adl33jR6-s) e aproveita o vídeo que fez dela um sucesso viral.

Inês Brasil tornou-se fenômeno na web ao se inscrever (pela quinta vez consecutiva) no Big Brother Brasil. Seu vídeo de inscrição teve mais de DOIS MILHÕES DE ACESSOS, e com isso, Inês começou sua carreira de cantora fazendo shows por diversas boates no Brasil inteiro.
Alegando ser cantora, compositora e professora de dança, Inês foi mulata no Oba Oba do Sargentelli e posteriormente se casou com um alemão (que às vezes ela diz ser francês) indo fazer sua vida na Europa. Lá ela passou por momentos bons e ruins e criou, com muito esforço, suas duas filhas (Monique e Julia).
De volta ao Brasil, Inês alcança os holofotes, participa de vários programas de televisão, grava seu primeiro álbum (ela é uma cantora indie. Sério ! E se vocês não acreditam corram no Wikipédia, tá escrito lá: gravadora independente) e realiza diversos shows; recentemente conseguiu, com a ajuda de seus fãs, uma página no Grammy.
No último mês de outubro foi lançado seu mais novo clipe: Make Love (uma canção agradável e divertida, mas extremamente chiclete).

Assista ao clipe: