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Me abraça!
Não!
Me beija!
Espera!
Me fode!

Me deixa tremer
Me deixa suspirar
Cai do meu lado
Acarinha meu rosto
Me faz perguntas curiosas
E me dá no seu peito
Um confortável encosto

Suspira!
Sorri!
Morde o lábio!
Me encara
E finalmente me beija

Meu corpo está pedindo mais.
Eu sinto que ele pede mais.
Toda vez que estou com você
É assim que me comporto
Sem limites
Sem pudor
Sem me importar com quem está batendo na porta.

Me cansa!
Me arranha!
Não!
Deixa que agora eu te marco o pescoço.

Sorri!
Diz que eu te destruí
Na verdade quem está acabada sou eu
Mas quem disse que eu não aguento um replay?

Me abraça!
Não!
Me beija!
Espera!
Me fode!

-Stéphanie Cribb-
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Capaz de te amar

É incrível como as coisas mudam
Como o pensamento amadurece
E como o tempo cura

Há alguns meses eu escrevia linhas fofas por você
Hoje só quero te esquecer

Você escolheu não me dar valor
Escolheu não me dar atenção
E o que posso fazer se já cansei de me ver sofrer ?

Pode ser que um dia a gente volte a se abraçar
Pode ser que um dia a gente volte a se beijar
Se esse dia chegar
Eu não sei… talvez eu já não queira mais
Porém talvez eu descubra que ainda sou capaz de te amar

Não consegui dar um nome

Hoje eu escrevi sobre você no meu diário
Foram algumas poucas linhas mas eu escrevi
Não foi a primeira vez
Já tive dias de desespero
E meu único alívio era escrever textos e mais textos sobre como sinto a falta do seu cheiro

Não me orgulho disso
Não me orgulho de fraquejar assim
Alimentar esse sentimento não é bom pra mim

Tento acreditar que talvez, de alguma forma
Você goste de mim
Sei que nem sempre as coisas são como idealizamos e que existem diversos obstáculos à frente da nossa felicidade
Sei também, que se eu valesse à pena, você teria superado tudo por mim

É triste reconhecer que só eu penso em você
Só eu sinto saudades
E só eu tenho vontade de realmente te conhecer
Um dia, quem sabe, eu vou começar a te entender

Enquanto isso sigo ferindo meu orgulho às escondidas
Escrevendo sobre você nas minhas inúmeras linhas
E antes que me pergunte: não, eu não me orgulho disso

-Stéphanie Cribb-

Hoje

Hoje eu acordei com uma música bem estressante no despertador, Eu poderia te-lo jogado longe e levantar xingando o mundo inteiro, mas eu só consegui me sentar, desligá-lo , cansada, ajeitar meus cachos que teimavam em se soltarem.

Ainda cansada eu passei a mão pela testa e franzi o cenho. Um suspiro revelou a mnha frustração,  o balançar da minha cabeça denunciou o quanto eu queria que aqueles pensamentos fossem embora.

De repente eu lembrei do sonho… ah, esse sonho que me perseguia desde… Quando foi mesmo que você trocou a pessoa que mais se importava com você pelo primeiro rabo de saia que passou ?

Nós passamos por intensos altos e baixos, e três anos nessa história toda só me deixou mais e mais cansada. Eu queria muito te ligar, de verdade. Meu celular está até em uma das minhas mãos e eu estou olhando fixamente a sua foto, mas graças a Deus meu orgulho fala mais alto.

Eu to cansada desse amor que só me deixa mais cansada; e se te amar significa sofrer desse jeito, eu desisto.

Enfim 2017 !

Eu queria vir comemorar e fazer um post bem alegre pra vocês, mas infelizmente não consigo.

Fui passar minha virada do ano em Maricá, no Rio de Janeiro né. Alguma coisa (as minhas crises existenciais) me dizia para eu não ir porque eu não iria me divertir o suficiente. Como boa taurina, persisti na minha teimosia e fui mesmo assim.

Preciso confessar que a “viagem” não foi tão ruim. Nós fomos bastante à praia, assistimos muuuuuuuuitos clipes na televisão (sim, toda vez que estávamos em casa só comíamos e assistíamos diversos clipes na tv mesmo), assistíamos filmes, ríamos… Eu cheguei no dia 30 e vim embora no dia 03. Foram 4 dias bem divertidos se não fosse por um pequeno acontecimento…

Eu já tinha noção que eu poderia me emocionar na virado do dia 31 para o dia 01. O ano passado foi bem pesado pra mim e a chegada de um ano novo me trazia esperança para um recomeço. Foi então que no dia 31, de manhã, aquela menina (do outro post, lembram?) que desgraçou minha vida resolveu me chamar no whatsapp. Eu fiquei extremamente revoltada porque só o nome dela me dá crise de ansiedade. Fiquei tensa o dia todo e mal consegui sorrir. Fomos pra praia e eu dormi na areia porque não conseguia interagir com ninguém. A noite, quando preparávamos a ceia, a internet acabou e isso só aumentou meu estresse  minha ansiedade. Por fim deu meia noite e nós fomos pra praia ver os fogos. Na volta, a internet já havia ressuscitado e eu resolvi abrir meu whatsapp. Ela me mandou mensagem  dizendo que queria conversar comigo quando as aulas voltassem e etc.

EU ODIEI AQUILO.

Veio uma falta de ar e eu comecei a chorar descontroladamente. De repente eu nem sabia mais o que estava sentindo e nem ligava se me vissem chorando. Eu tremi de nervoso e solucei feito criança. Foi mito doloroso e eu a odiei muito forte por ter cabo com meu ano novo. Minha maior esperança de tentar recomeçar a me amar!

Minha irmã, por sorte, apareceu no meio da minha crise e me deu altos conselhos. Ela me ajuda muito me valoriza muito e eu a amo !

Demorou pra eu me recompor. Eu só queria voltar pra casa e ficar com a minha mãe. O ano novo tinha acabado pra mim e eu resolvi que só iria responde-la no dia seguinte. Depois de me acalmar tomei um banho e fui dormir sem falar com ninguém.

No dia seguinte acordei antes de todo mundo e mandei logo altas verdade pra ela. Mandei todo meu sofrimento (ou quase todo) e me senti, finalmente, um pouco mais em paz comigo mesma. Ela respondeu com outra mensagem maior ainda e, eu não sabia que isso ainda era possível, mas ela acertou meu coração com um soco terrível. A pior parte não foi ler que ela tinha se apaixonado muito rápido por outra garota, a pior parte foi ver qu ela não reconhecia totalmente a sua própria culpa. Ela já me fazia mal antes mesmo dessa garota aparecer.

Chorei mais um pouco, mas percebi que não podia ficar sempre caindo no mesmo erro. Tentei ignorar e só falei que não precisávamos conversar mais nada. Ela não respondeu, então eu fui tomar banho e tentar aproveitar o resto da viagem.

Enfim, achei que tava tudo resolvido quando chego em casa e uma amiga minha vem me falar que ela fez um puta textão no facebook. Eu fui ler e eu fiquei eternamente ENOJADA! Como que uma pessoa pode ser escrota com a oura, tentar se desculpar e no minuto seguinte ir pedir biscoito no facebook ? EU NÃO SEI COMO EU FUI ME APAIXONAR POR ESSE TIPO DE PESSOA EGOÍSTA E QUE SÓ PENSA NO PRÓPRIO EGO.

Não sejam assim. AUTORREFLEXÃO É UMA COISA INTERNA E NÃO UMA COISA PARA SE FAZER TEXTÃO NO FACEBOOK.

Eu to mt enjoada até agora com isso tudo, e to detestando essa garota porque ela estragou meu começo de ano. Agora minhas crises existenciais não me largam mesmo e eu to achando que tenho depressão porque quero me isolar do mundo, acordo triste todo dia e não vejo graça nessa vida.

Desculpem a infelicidade do primeiro post de 2017 e não desistam de mim!

Madrugada 30/12/16

Eu não aguento mais!

Eu acabei de ter uma crise e eu não aguento mais!

Crise existencial é uma coisa que me encontrou e gostou de mim, não quer me largar. Eu não posso nem contar quantas já tive e nem lembro como ela se instalou aqui. Não lembro nem se eu permiti. Fato é que eu não aguento mais!

Às vezes elas duram minutos. Às vezes horas e na pior das hipóteses dias e semanas.

Quantas vezes eu não desejei estar doente pra ver se assim eu teria uma desculpa plausível para não encontrar meus (poucos) amigos ? Quantas vezes eu não desejei que Deus me levasse pra perto dele para eu sentir a leveza de “viver” plenamente e sem culpa? Quantas vezes eu não quis que essas crises evaporarassem como fumaça e a antiga eu tivesse forças para reviver ?

Eu sinto que não posso falar com ninguém.  Eu sinto que não há nenhum ser vivo sequer nessa vida que possa me entender. Eu tenho medo de incomodar, eu tenho medo de chorar, eu tenho medo de parecer fraca… Eu tenho medo de viver.

É sufocante.

Primeiro vem o questionamento. Depois a falta de ar e a sensação de sufocamento. Por fim o choro. E é no choro que eu quero respirar e repetir pra mim mesma que tudo vai ficar bem, mas eu não consigo; porque sei que não vai.

Quando eu menos esperar essa crise vai passar. Eu sei que vai. Ela vai passar mas ela vai voltar. E antes que isso aconteça eu já sei como vou me sentir, e… Oh! Deus, eu só não queria existir.

Vou te abraçar como se eu dissesse adeus

Ela nunca fora de demonstrar sentimentos, de se apegar ou gostar muito de alguém.
Sozinha na cidade grande há 12 meses e tentando uma carreira de modelo, Annabeth havia aprendido muito sobre viver literalmente sozinha. Havia aprendido tudo o que não a ensinaram no campo: Ser fria, calculista e egoísta. O ‘eu sempre vem primeiro, e na correria por entre os enormes prédios do centro, não há tempo a perder.

‘Você tem muito potencial.’ Era o que ela escutava tanto no interior quanto na cidade grande, quando finalmente conseguiu dinheiro para montar seu book de trabalho. Muito potencial, porém, não era sinônimo de conseguir um emprego fixo. Não era sinônimo de começar uma carreira de modelo.

Toda essa frustração durou três meses, quando ela finalmente pisou em uma agência abençoada e encontrou seu fashion stylish dos sonhos… Tornara-se, então, melhores amigos e saíram para inúmeros lugares. Ele a ensinou sobre moda, cultura, música… e ela o ensinou sobre comida caseira e animais domésticos.

Seu novo e único amigo na cidade grande era bissexual, e ela, ingênua que só no auge dos seus 20 anos, só havia beijado um único rapaz (no seu baile de formatura aos 18 anos e idade). Em uma noite, quando todos os empregados da agência resolveram se juntar em uma social para comemorar a exclusividade assinada com um cliente, os amigos resolveram se juntar no apartamento de Brandon (o stylish) para uma maratona de filmes. Houve vinho, pipoca, riso, choro, susto, medo… e houve sexo.

A primeira vez de Annabeth foi totalmente inesperada, mas ela gostou por ter sido com a única pessoa em quem ela confiava naquele momento. Depois disso, para o alívio dos dois, o grau de amizade permaneceu o mesmo e eles se tornaram cada vez mais cúmplices. Até que Brandon recebeu uma proposta de emprego. Internacional.

‘Eu tenho que ir.’ Ele sussurrou em seu último encontro e sua voz estava carregada de tristeza. Annabeth lutou para não chorar. Naquele momento seu ‘eu do interior’ falou mais alto e ela não podia ser a pessoa egoísta que ela vinha aprendendo a ser. Sabia o quão importante isso era para a carreira do seu único e melhor amigos.

Ele prometeu que dali  seis meses iria voltar para buscá-la e entrar fazê-la alcançar sucesso internacional, mas já haviam se passado nove meses e nenhum sinal de Brandon… Ele havia parado de se comunicar havia exatamente três meses, então Annabeth chorou e deixou seu ‘eu’ frio e calculista falar mais alto. A partir daquele momento ela só pensava em elevar seu nível profissional e ajudar a família no interior do estado.

Naquele dia ela acordou mais cansada do que o normal, mas não sentiu fome. Comprou um café no meio do caminho e caminhou rápido até o ponto de ônibus mais próximo. Em 40 minutos chegou na agência. Estava adiantada, então aproveitou para folhear algumas revistas novas de moda, que estavam presentes na sala de espera.
Foi então que ela viu dois pés masculinos, por dentro de um par de sapatos luxuosos e de couro, parar a sua frente. A calça jeans dobrada revelava uma canela fina e com bastante presença de pelos. Anna respirou e subiu, vagarosamente, seu olhar. Paro na camiseta vinho, semi aberta na altura do peito e teve plena certeza de quem se tratava. Por fim se atreveu a encarar aquele rosto jovial que, agora, apresentava uma barba e deixava os olhos se esconderem atrás dos óculos escuros.

Anna pulou da cadeira e o abraçou tão forte que ela mesma se assustou. Ele sorriu e retribui o gesto apaixonante.

‘Anna, você está me abraçando como se dissesse adeus, como se fosse me perder ou sei lá.’ Ele sabia que lhe devia grandes desculpas, mas ficou surpreso com sua reação.

‘Eu já te perdi uma vez. Não suportaria perder de novo !’ A menina sussurrou com o rosto enterrado em seu pescoço. ‘Eu te amo.’

‘Oh” Eu também te amo’ De repente, Brandon se sentiu mais pleno que nunca. ‘Me perdoe por tudo.’

E sem se importar com a quantidade de pessoas que chegava para trabalhar, eles permaneceram juntos por intermináveis minutos.

 

Porque eu duvido dos escorpianos

Conheci um escorpiano.
Este escorpiano era (e infelizmente ainda é) a coisa mais fofa e gentil que eu já encontrei naqueles lugar. Com os sorrisos mais agradáveis, um olhar extremamente penetrante e um passado misterioso, ele conseguia conquistar quem quisesse.
Me disseram que o escorpiano, então, havia mudado muito seu jeito de ser. Para melhor. Me alertaram, também, que ela me queria. E não da fora que ele queria as outras pessoas.
Eu deveria criar um alter-ego como a Dear Old Nicki da Nicki Minaj, porque nesta hora, a minha antiga eu veio à tona e resolveu dar uma de apaixonada fazedora de diversos planos.

Aquele olhar… Oh, aquele olhar. Era impossível esconder a antiga eu. Impossível !
Seu abraço e a forma que sorria. Eu não queria me esconder !

Mais uma vez a antiga eu quebrou a cara, e o pior, a nova também.

Escorpianos são envolventes e falsos e injustos e estruidores de coração. Quando você menos espera eles te jogam um balde de água fria.

Sigo bem, e querendo bem a este indivíduo, mas infelizmente a vida e toda essa moda de zodíaco me mostraram que eu devo sempre duvidar dos escorpianos.

Acabei de te descobrir como melhor amigo. Agora já não te reconheço mais.

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Como isso foi mudar, literalmente, da noite para o dia ?
Como, de tão divertido você passou a ser tão frio ?

Demorou mais de um ano, quiçá muito mais que isso, mas eu finalmente descobri que poderia chamá-lo de amigo. MELHOR amigo.
Não sou o tipo de pessoa que chama a primeira pessoa que aparece de amigo, e acredite ou não, embora eu tenha inúmeros colegas sempre senti que não havia um amigo sequer do meu lado. Mesmo quando você estava presente.

Nossa amizade é engraçada né ?! À vezes ela tá bem, sólida, calorosa, e de repente nem parecemos tão próximos. Isso é normal (pra mim) porque eu sei que precisamos nos afastar para aumentar a saudade e não enjoarmos um do outro. No final, eu sempre sei, tudo volta ao normal.

Desta vez, pela primeira vez, eu me preocupei. Eu não fiz nada, você não fez nada, e a nossa relação parece mais uma fumaça que desmancha conforme vai evaporando. Dois ou três dias foram o suficiente pra que isso acontecesse e eu ainda não entendi o por quê.

‘Você tá chateado comigo?’ Eu perguntei.
‘Não.’ Você respondeu, e para o meu alívio eu ouvi uma palavra carregada de sinceridade.

Eu te amo e demorei muito para deixá-lo saber disso. Desculpe-me (eu sou taurina). Mas não te reconheço, não como semana passada ou retrasada.

Por favor, melhor amigo, não me deixe sentir sozinha mais uma vez, não me deixe achar que te perdi pela milésima vez porque agora eu não consigo ter aquela certeza de que tudo vai voltar ao normal no final.