Enfim 2017 !

Eu queria vir comemorar e fazer um post bem alegre pra vocês, mas infelizmente não consigo.

Fui passar minha virada do ano em Maricá, no Rio de Janeiro né. Alguma coisa (as minhas crises existenciais) me dizia para eu não ir porque eu não iria me divertir o suficiente. Como boa taurina, persisti na minha teimosia e fui mesmo assim.

Preciso confessar que a “viagem” não foi tão ruim. Nós fomos bastante à praia, assistimos muuuuuuuuitos clipes na televisão (sim, toda vez que estávamos em casa só comíamos e assistíamos diversos clipes na tv mesmo), assistíamos filmes, ríamos… Eu cheguei no dia 30 e vim embora no dia 03. Foram 4 dias bem divertidos se não fosse por um pequeno acontecimento…

Eu já tinha noção que eu poderia me emocionar na virado do dia 31 para o dia 01. O ano passado foi bem pesado pra mim e a chegada de um ano novo me trazia esperança para um recomeço. Foi então que no dia 31, de manhã, aquela menina (do outro post, lembram?) que desgraçou minha vida resolveu me chamar no whatsapp. Eu fiquei extremamente revoltada porque só o nome dela me dá crise de ansiedade. Fiquei tensa o dia todo e mal consegui sorrir. Fomos pra praia e eu dormi na areia porque não conseguia interagir com ninguém. A noite, quando preparávamos a ceia, a internet acabou e isso só aumentou meu estresse  minha ansiedade. Por fim deu meia noite e nós fomos pra praia ver os fogos. Na volta, a internet já havia ressuscitado e eu resolvi abrir meu whatsapp. Ela me mandou mensagem  dizendo que queria conversar comigo quando as aulas voltassem e etc.

EU ODIEI AQUILO.

Veio uma falta de ar e eu comecei a chorar descontroladamente. De repente eu nem sabia mais o que estava sentindo e nem ligava se me vissem chorando. Eu tremi de nervoso e solucei feito criança. Foi mito doloroso e eu a odiei muito forte por ter cabo com meu ano novo. Minha maior esperança de tentar recomeçar a me amar!

Minha irmã, por sorte, apareceu no meio da minha crise e me deu altos conselhos. Ela me ajuda muito me valoriza muito e eu a amo !

Demorou pra eu me recompor. Eu só queria voltar pra casa e ficar com a minha mãe. O ano novo tinha acabado pra mim e eu resolvi que só iria responde-la no dia seguinte. Depois de me acalmar tomei um banho e fui dormir sem falar com ninguém.

No dia seguinte acordei antes de todo mundo e mandei logo altas verdade pra ela. Mandei todo meu sofrimento (ou quase todo) e me senti, finalmente, um pouco mais em paz comigo mesma. Ela respondeu com outra mensagem maior ainda e, eu não sabia que isso ainda era possível, mas ela acertou meu coração com um soco terrível. A pior parte não foi ler que ela tinha se apaixonado muito rápido por outra garota, a pior parte foi ver qu ela não reconhecia totalmente a sua própria culpa. Ela já me fazia mal antes mesmo dessa garota aparecer.

Chorei mais um pouco, mas percebi que não podia ficar sempre caindo no mesmo erro. Tentei ignorar e só falei que não precisávamos conversar mais nada. Ela não respondeu, então eu fui tomar banho e tentar aproveitar o resto da viagem.

Enfim, achei que tava tudo resolvido quando chego em casa e uma amiga minha vem me falar que ela fez um puta textão no facebook. Eu fui ler e eu fiquei eternamente ENOJADA! Como que uma pessoa pode ser escrota com a oura, tentar se desculpar e no minuto seguinte ir pedir biscoito no facebook ? EU NÃO SEI COMO EU FUI ME APAIXONAR POR ESSE TIPO DE PESSOA EGOÍSTA E QUE SÓ PENSA NO PRÓPRIO EGO.

Não sejam assim. AUTORREFLEXÃO É UMA COISA INTERNA E NÃO UMA COISA PARA SE FAZER TEXTÃO NO FACEBOOK.

Eu to mt enjoada até agora com isso tudo, e to detestando essa garota porque ela estragou meu começo de ano. Agora minhas crises existenciais não me largam mesmo e eu to achando que tenho depressão porque quero me isolar do mundo, acordo triste todo dia e não vejo graça nessa vida.

Desculpem a infelicidade do primeiro post de 2017 e não desistam de mim!

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Madrugada 30/12/16

Eu não aguento mais!

Eu acabei de ter uma crise e eu não aguento mais!

Crise existencial é uma coisa que me encontrou e gostou de mim, não quer me largar. Eu não posso nem contar quantas já tive e nem lembro como ela se instalou aqui. Não lembro nem se eu permiti. Fato é que eu não aguento mais!

Às vezes elas duram minutos. Às vezes horas e na pior das hipóteses dias e semanas.

Quantas vezes eu não desejei estar doente pra ver se assim eu teria uma desculpa plausível para não encontrar meus (poucos) amigos ? Quantas vezes eu não desejei que Deus me levasse pra perto dele para eu sentir a leveza de “viver” plenamente e sem culpa? Quantas vezes eu não quis que essas crises evaporarassem como fumaça e a antiga eu tivesse forças para reviver ?

Eu sinto que não posso falar com ninguém.  Eu sinto que não há nenhum ser vivo sequer nessa vida que possa me entender. Eu tenho medo de incomodar, eu tenho medo de chorar, eu tenho medo de parecer fraca… Eu tenho medo de viver.

É sufocante.

Primeiro vem o questionamento. Depois a falta de ar e a sensação de sufocamento. Por fim o choro. E é no choro que eu quero respirar e repetir pra mim mesma que tudo vai ficar bem, mas eu não consigo; porque sei que não vai.

Quando eu menos esperar essa crise vai passar. Eu sei que vai. Ela vai passar mas ela vai voltar. E antes que isso aconteça eu já sei como vou me sentir, e… Oh! Deus, eu só não queria existir.

1 ano de V. A!

10-dicas-de-presente-de-aniversario-pra-mae

 

Hoje meu blog faz 1 ano. É pouca coisa, eu sei. Ou talvez não. Vocês já pararam pra pensar quanta coisa muda e acontece em 1 ano ?
Quando eu criei esse espaço pensei que passaria horas de todos os meus dias focada nisso aqui. Que escreveria até minhas mãos dizerem ‘chega’ e que no final eu seria uma inspiração para muita gente.

 
O ano novo começou e, sim, eu conseguia postar com uma certa frequência.  Só que aí vieram as aulas, e com elas todos os meus problemas.
Não sei se já falei aqui, mas desde o meio de 2015 não me identifico mais com o curso de Química, porém como sou teimosa resolvi martelar nessa ideia e não sair do curso. Comecei a sofrer a pressão de estar estudando uma coisa q não me agradava mais e minha única saída foram as festas semanais e às vezes quase que diárias. Acho que foi aí que meu ano começou a desandar.
Eu vivia 60% para a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e 40% para as minhas aulas de canto (que aliás,  até hoje é a única parte boa do meu dia), e daí fui me afastando muito daqui.
Muita coisa aconteceu. Eu tentei perder minha virgindade com um menino do meu curso. DUAS vezes. Em diferentes meses, diferentes momentos, mas não deu. Infelizmente e por alguma razão não foi com ele (eu queria muito, mas a gente não pode passar por cima das decisões do nosso corpo né?!). Enfim, no final do período 2016.1 eu acabei perdendo a virgindade com um outro menino que eu já conhecia também (na verdade eu descobri, meses depois, que eu não conhecia não.  Ele era bem ridículo e eu nem sabia).
Nesse meio tempo eu tinha ‘crush’ numa menina (que na época eu achava bem lindinha) e finalmente ficamos na semana anterior às Olimpíadas. Eu queria repetir. Foi aí que trocamos número de telefone e as conversas começaram a fluir. Quando me dei conta eu estava apaixonada. Eu só falava dela, eu só conseguia ficar com ela, mais ninguém… Minha vida era resumida a essa menina e foi aí que eu descobri minha bissexualidade. Foi um momento bem complicado pra mim porque, além d’eu estar me descobrindo, meus amigos e minha irmã (que era a pessoa quem mais me aconselhava amorosamente) não acreditavam em mim. Não acreditavam nos meus sentimentos. Isso doeu por dias. Isso me confundiu por semanas. Foi aí que começaram as crises existenciais.

 
Eu comecei a colocar a tal menina em primeiro plano na minha vida. Era Deus no céu e ela na terra. A dita cuja me deu abertura, me deu carinho, me deu condições pra eu me iludir… Eu,  como boa taurina que se liga muito nesses lances de signo, tomava todos os cuidados para não parecer grudenta, chata e melosa. Eu retribuía os carinhos à medida que ela me dava.
Houve uma má comunicação entre a gente um certo dia e eu me senti mal. Me senti mal porque achei que tinha estragado tudo. Ela viajou (depois eu descobri que ela tinha pegado todo mundo nessa viagem enquanto eu chorava desesperadamente e assistia meu transtorno alimentar se intensificar) e na volta da viagem veio conversar. Veio me dizer que queria sempre o meu bem estar e que gostava muito de mim e do que a gente tinha… Enfim, eu já estava disposta a tentar ser mais pé no chão quando ela veio conversar comigo e foi aí que combinamos o seguinte: continuaríamos ficando com outras pessoas. O PROBLEMA É QUE EU ESTAVA APAIXONADA E NÃO CONSEGUIA FICAR COM NINGUÉM ALÉM DELA (e eu disse isso à ela com todas as letras). Beleza, ela me disse que não ficaria com ninguém na minha frente.
Depois dessa eu refleti e eu conversei com umas amigas e juntas não conseguimos entender qual era a dela. Tive medo, tive inseguranças, e tive a tão famosa crise existencial de novo.
E a partir daí essas crises não me deixaram mais em paz. Eu convivia com elas diariamente. Eu achei que fosse entrar em depressão.  Passei 1 semana fugindo das aulas, eu não queria que as pessoas me vissem porque eu não me achava bonita nem boa o suficiente para estar perto delas. Eu passei 1 dia inteiro dormindo e chorando no quarto. Naquele dia eu só levantei da cama para ir ao banheiro.
Enfim, o tempo foi passando e com isso eu fui tendo que suportar ela dando em cima de meninas heterossexuais na minha frente. Era doloroso. Era MUITO doloroso. Só que com aquela história de coloca-la como prioridade na minha vida eu simplesmente repetia pra mim mesma “você aceitou isso, lide com isso” e aí eu comecei a fingir que não me importava.
Foi difícil,  eu chorava muito, eu tive crises de ansiedade (coisa que eu achei que nunca teria) e minha ótima relação com meus pais quase foi pro espaço (eu chegava em casa nos fins de semana e dormia quase o dia todo, comia pouco e não conversava com ninguém. Minha mãe surtou. Ela gritava comigo, meu pai tava cada vez mais distante e minha irmã só falava que eu precisava esquecer essa garota porque ela me fazia muito mal).
Eu comecei a tomar remédio pra dormir. Eu tomava 2 comprimidos de dramin pra fugir da minha realidade caótica e quando começou a ocupação da minha universidade eu comecei a fumar pra abaixar a minha pressão e dormir ou só relaxar mesmo.
Isso foi em meados de outubro e nessa época eu tinha decidido que ia esquecer essa história toda, mas era muito difícil dar de cara com ela todo dia. Foi mais difícil ainda quando eu percebi que ela tinha começado a pegar outra garota. Eu me senti trocada SIM porque nunca mais houve uma conversa entre nós e ela visivelmente tratava a garota da mesma maneira que me tratava no início de tudo. Fora que ela nem me procurava mais. Chegamos em um nível qu, do meu ponto de vista, eu só servia para quando ela tava carente ou não tinha outra opção, e nesse momento nem pra isso eu servia mais.

 
Eu chorei lá na faculdade mesmo. Eu chorei e uma amiga minha me abraçou,  me aconselhou. Eu dormi e no dia seguinte acordei chorando e determinada a jogar todo o meu sofrimento na cara dela.
Aquele dia me doeu tanto. Todo mundo percebeu que eu estava mal, menos ela (ou percebeu sim e preferiu ignorar – o que eu acho mais provável, mesmo). E então depois do almoço eu iria dar um basta naquilo tudo.

 

Foi então que ela me deu carinho. E eu não consegui fazer nada!
Naquele dia, de noite, eu tive uma crise horrível.  Eu chorei como nunca tinha chorado por alguém.  Eu parecia uma criança desolada e nem conseguia enxergar as coisas direito na rua. Eu estava desesperada e mandei áudio para 3 amigas diferentes dizendo o quão mal eu me sentia por ser tão fraca de não conseguir acabar com esse sofrimento todo.
Com o passar dos dias eu vi que ela não tava nem aí pra mim. Não sei como, mas eu juntei forças para estar nem aí pra ela também. Fiz amizades novas e comecei a me sentir um pouco melhor (ou pelo menos fingir pra mim mesma).
Comecei a fumar maconha para escapar da realidade mais uma vez (nisso eu já tinha largado o cigarro e o dramin) e a tentar ficar com todo mundo que aparecia (pra tentar afirmar alguma coisa pra mim mesma).
Isso já era novembro e eu ainda sofria. Eu ainda chorava, mas com o tempo isso foi diminuindo.
Quando duas amigas minhas (que também passaram pela solidão da mulher negra) revelaram que estavam namorando eu fiquei extremamente feliz, muito mesmo, mas me senti mais sozinha que nunca. Foi aí que chorei duas madrugadas seguidas pela menina que acabou com meu 2016.

 

Agora é a parte que eu tento baixar a guarda: ela não foi 100% ridícula comigo, preciso admitir. Mal ou bem ela me fez sorrir, ela me fez arfar, ela me fez suspirar e ela me fez sentir desejada. Quando eu passei mal de tanto beber, ela foi uma das que mais cuidaram de mim. Talvez essa menina não seja totalmente o demônio,  talvez a gente só tenha se esbarrado em um momento errado e não compatível. E eu não queria ser a rancorosa que só deseja coisas ruins e tal, mas tem sido MUITO DIFÍCIL e eu cansei de achar que a cupa de tudo é minha.
Eu tive que tira-la das minhas redes sociais, eu fujo de conversas e ambientes que ela esteja presente (o que é difícil porque temos muitos amigos em comum) e enfim, acho que não a odeio não.  Talvez eu seja até minimamente grata pela experiência.  Eu aprendi que eu mesma valho mais que tudo em uma relação e que meu bem estar deve vir sempre em um primeiro lugar. Preciso afirmar,  porém, que ela me deixou traumas horríveis. Ela me deixou cicatrizes que não se fecharam até agora e que nem sei como serão fechadas. Ela me deu crises de ansiedade, ela contribuiu com uma crise existencial que me persegue até hoje, ela me deu baixa auto estima e ela me fez desacreditar no amor (de novo).

Desculpem a enxurrada de mágoas mas eu comecei a escrever o texto com o intuito de mostrar como as coisas podem mudar durante um ano e quando vi já estava contando o pior capítulo da minha vida pra vocês.

Além desse tapa na cara eu ainda perdi alguns amigos que se afastaram de mim dizendo que eu estava perdida na vida depois que me mudei pro alojamento da faculdade e entrei pra militância negra e estudantil.

Acho que vocês perceberam como foi difícil chegar até aqui né ?!
Espero que 2017 Seja bom pra todo mundo e espero, também, que quando eu fizer 2 anos de blog as coisas estejam bem mais prósperas para mim e para nós.

Com sincero amor,
Stéphanie.

Vou te abraçar como se eu dissesse adeus

Ela nunca fora de demonstrar sentimentos, de se apegar ou gostar muito de alguém.
Sozinha na cidade grande há 12 meses e tentando uma carreira de modelo, Annabeth havia aprendido muito sobre viver literalmente sozinha. Havia aprendido tudo o que não a ensinaram no campo: Ser fria, calculista e egoísta. O ‘eu sempre vem primeiro, e na correria por entre os enormes prédios do centro, não há tempo a perder.

‘Você tem muito potencial.’ Era o que ela escutava tanto no interior quanto na cidade grande, quando finalmente conseguiu dinheiro para montar seu book de trabalho. Muito potencial, porém, não era sinônimo de conseguir um emprego fixo. Não era sinônimo de começar uma carreira de modelo.

Toda essa frustração durou três meses, quando ela finalmente pisou em uma agência abençoada e encontrou seu fashion stylish dos sonhos… Tornara-se, então, melhores amigos e saíram para inúmeros lugares. Ele a ensinou sobre moda, cultura, música… e ela o ensinou sobre comida caseira e animais domésticos.

Seu novo e único amigo na cidade grande era bissexual, e ela, ingênua que só no auge dos seus 20 anos, só havia beijado um único rapaz (no seu baile de formatura aos 18 anos e idade). Em uma noite, quando todos os empregados da agência resolveram se juntar em uma social para comemorar a exclusividade assinada com um cliente, os amigos resolveram se juntar no apartamento de Brandon (o stylish) para uma maratona de filmes. Houve vinho, pipoca, riso, choro, susto, medo… e houve sexo.

A primeira vez de Annabeth foi totalmente inesperada, mas ela gostou por ter sido com a única pessoa em quem ela confiava naquele momento. Depois disso, para o alívio dos dois, o grau de amizade permaneceu o mesmo e eles se tornaram cada vez mais cúmplices. Até que Brandon recebeu uma proposta de emprego. Internacional.

‘Eu tenho que ir.’ Ele sussurrou em seu último encontro e sua voz estava carregada de tristeza. Annabeth lutou para não chorar. Naquele momento seu ‘eu do interior’ falou mais alto e ela não podia ser a pessoa egoísta que ela vinha aprendendo a ser. Sabia o quão importante isso era para a carreira do seu único e melhor amigos.

Ele prometeu que dali  seis meses iria voltar para buscá-la e entrar fazê-la alcançar sucesso internacional, mas já haviam se passado nove meses e nenhum sinal de Brandon… Ele havia parado de se comunicar havia exatamente três meses, então Annabeth chorou e deixou seu ‘eu’ frio e calculista falar mais alto. A partir daquele momento ela só pensava em elevar seu nível profissional e ajudar a família no interior do estado.

Naquele dia ela acordou mais cansada do que o normal, mas não sentiu fome. Comprou um café no meio do caminho e caminhou rápido até o ponto de ônibus mais próximo. Em 40 minutos chegou na agência. Estava adiantada, então aproveitou para folhear algumas revistas novas de moda, que estavam presentes na sala de espera.
Foi então que ela viu dois pés masculinos, por dentro de um par de sapatos luxuosos e de couro, parar a sua frente. A calça jeans dobrada revelava uma canela fina e com bastante presença de pelos. Anna respirou e subiu, vagarosamente, seu olhar. Paro na camiseta vinho, semi aberta na altura do peito e teve plena certeza de quem se tratava. Por fim se atreveu a encarar aquele rosto jovial que, agora, apresentava uma barba e deixava os olhos se esconderem atrás dos óculos escuros.

Anna pulou da cadeira e o abraçou tão forte que ela mesma se assustou. Ele sorriu e retribui o gesto apaixonante.

‘Anna, você está me abraçando como se dissesse adeus, como se fosse me perder ou sei lá.’ Ele sabia que lhe devia grandes desculpas, mas ficou surpreso com sua reação.

‘Eu já te perdi uma vez. Não suportaria perder de novo !’ A menina sussurrou com o rosto enterrado em seu pescoço. ‘Eu te amo.’

‘Oh” Eu também te amo’ De repente, Brandon se sentiu mais pleno que nunca. ‘Me perdoe por tudo.’

E sem se importar com a quantidade de pessoas que chegava para trabalhar, eles permaneceram juntos por intermináveis minutos.

 

Porque eu duvido dos escorpianos

Conheci um escorpiano.
Este escorpiano era (e infelizmente ainda é) a coisa mais fofa e gentil que eu já encontrei naqueles lugar. Com os sorrisos mais agradáveis, um olhar extremamente penetrante e um passado misterioso, ele conseguia conquistar quem quisesse.
Me disseram que o escorpiano, então, havia mudado muito seu jeito de ser. Para melhor. Me alertaram, também, que ela me queria. E não da fora que ele queria as outras pessoas.
Eu deveria criar um alter-ego como a Dear Old Nicki da Nicki Minaj, porque nesta hora, a minha antiga eu veio à tona e resolveu dar uma de apaixonada fazedora de diversos planos.

Aquele olhar… Oh, aquele olhar. Era impossível esconder a antiga eu. Impossível !
Seu abraço e a forma que sorria. Eu não queria me esconder !

Mais uma vez a antiga eu quebrou a cara, e o pior, a nova também.

Escorpianos são envolventes e falsos e injustos e estruidores de coração. Quando você menos espera eles te jogam um balde de água fria.

Sigo bem, e querendo bem a este indivíduo, mas infelizmente a vida e toda essa moda de zodíaco me mostraram que eu devo sempre duvidar dos escorpianos.

Acabei de te descobrir como melhor amigo. Agora já não te reconheço mais.

IMAGEM 0834 - MÃOS DADAS_edited

 

Como isso foi mudar, literalmente, da noite para o dia ?
Como, de tão divertido você passou a ser tão frio ?

Demorou mais de um ano, quiçá muito mais que isso, mas eu finalmente descobri que poderia chamá-lo de amigo. MELHOR amigo.
Não sou o tipo de pessoa que chama a primeira pessoa que aparece de amigo, e acredite ou não, embora eu tenha inúmeros colegas sempre senti que não havia um amigo sequer do meu lado. Mesmo quando você estava presente.

Nossa amizade é engraçada né ?! À vezes ela tá bem, sólida, calorosa, e de repente nem parecemos tão próximos. Isso é normal (pra mim) porque eu sei que precisamos nos afastar para aumentar a saudade e não enjoarmos um do outro. No final, eu sempre sei, tudo volta ao normal.

Desta vez, pela primeira vez, eu me preocupei. Eu não fiz nada, você não fez nada, e a nossa relação parece mais uma fumaça que desmancha conforme vai evaporando. Dois ou três dias foram o suficiente pra que isso acontecesse e eu ainda não entendi o por quê.

‘Você tá chateado comigo?’ Eu perguntei.
‘Não.’ Você respondeu, e para o meu alívio eu ouvi uma palavra carregada de sinceridade.

Eu te amo e demorei muito para deixá-lo saber disso. Desculpe-me (eu sou taurina). Mas não te reconheço, não como semana passada ou retrasada.

Por favor, melhor amigo, não me deixe sentir sozinha mais uma vez, não me deixe achar que te perdi pela milésima vez porque agora eu não consigo ter aquela certeza de que tudo vai voltar ao normal no final.